O problema de contar
Na mesa, mover um peão é fácil. Você conta com o dedo, muda de ideia, conta de novo. Ninguém se incomoda.
No celular, o mesmo movimento significa tocar uma casinha atrás da outra, num tabuleiro em que você provavelmente deu zoom, com o relógio correndo. Escorregou o polegar, e lá vai você pelo corredor errado. Andar viraria a parte mais difícil do jogo, e o jogo não é sobre andar.
As decisões interessantes num jogo de dedução são para onde ir e o que perguntar. O caminho entre uma e outra é burocracia. Então deixamos a burocracia com o jogo.
Como funciona
- Role. Dois dados; a soma é até onde você pode ir.
- Cada casa alcançável acende. Você vê de cara para onde esse lance pode levar você.
- Toque em qualquer lugar, perto ou longe. Cada lugar do tabuleiro é um alvo, mesmo que você não alcance neste turno.
- Veja o caminho. O jogo desenha a rota mais curta e marca a casa onde você vai parar.
- Confirme. Você anda por esse caminho até onde o lance deixar. Se chegar à porta, entrou. Não precisa do número exato.
- Desfaça uma vez. Mudou de ideia? Você tem um desfazer por turno.
Por baixo, as regras são as de sempre: você anda até o que tirou, nunca na diagonal. A interface só faz a conta.
Por que lugares distantes também são alvos
Deixar tocar só nos lugares ao alcance deste lance pareceria arrumado, mas tiraria uma decisão de verdade: ir na direção de um lugar que está a dois turnos.
Assim você pode tocar na cozinha lá longe, e o jogo aproxima você o quanto o lance permitir. No turno seguinte, você toca de novo. Planejar uma rota de vários turnos continua sendo decisão sua; só a contagem desaparece.
O que mantivemos
Mantivemos os dados. Sem eles, todo mundo chega a qualquer lugar quando quer e o tabuleiro deixa de importar. Os dados mantêm a corrida: a frustração de tirar 3 quando o lugar de que você precisa está a 8 casas faz parte do jogo.
Mantivemos também as passagens secretas. Comece o turno num dos quatro cantos e você pode pular os dados e atravessar para o canto oposto.
O que podemos adicionar
Alguns grupos prefeririam pular o tabuleiro e ir direto de lugar em lugar. Isso está na nossa lista como opção da sala para uma versão futura. Vai ser uma escolha do anfitrião, nunca o único jeito de jogar.
Detalhes pequenos que fazem diferença
- Alvos grandes. Cada alvo tem pelo menos 44 pontos no celular, o tamanho da ponta de um dedo.
- Dá para dar zoom e centralizar. Zoom com dois dedos, e um botão centraliza o tabuleiro no seu peão.
- O caminho fica na tela até você confirmar, para conferir no tabuleiro antes de se comprometer.
Mais bastidores: Jogue NoHonor no celular.










